terça-feira, 6 de setembro de 2011

Hoje penso que talvez o amor seja apenas isso...




Quando eu era criança me divertia com a altura. Subia em árvores, telhados e grandes pilastras, e de lá saltava, para os braços do meu pai. Saltava sem medo, na certeza de que ele me seguraria de algum modo heróico. É, algumas lembranças simplesmente não se esquecem, não é? Penso agora nos ‘malabarismos’ que ele fazia pra me segurar, porque eu não tinha medo, e me jogava do modo como melhor me convinha, na certeza de seu amparo. Se ele não me pegasse? Simples, eu caía de cara no chão e me machucava, sem dúvida. Mas ainda assim, eu continuava a pular em seus braços, de alturas sempre maiores que as anteriores, rindo despretenciosamente quando ele me acomodava em seu abraço. Por que eu pulava? Porque eu tinha certeza de que ele iria me pegar, e eu não me machucaria. Hoje penso que talvez o amor seja apenas isso: você subir, pular e se jogar nos braços do outro, na certeza de que ele vai lhe segurar - e deixar que a outra pessoa também pule, se jogue, para que você possa pegá-la. Sem medo, sem pressa, sem reservas. Assim, sem perceber, rir, quando um se tornar o porto seguro do outro. E se isso acontecer? Ah, se isso acontecer, tenha certeza de que você vai viver a história mais sensacional que você poderia viver na sua vida!

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Liberte-se deixando fluir da mente e do coração...
Palavras que me acalmam.