quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

turbulências [...]


  Um dia vou me sentir como uma fortaleza, assim como a cidade vermelha (Shahr-e-Zohak) construída a mais de novecentos anos. Ela sim era uma fortaleza, construída para defender o vale dos invasores. O neto de Gêngis Khan a atacou no século XIII, mas foi morto. Foi o próprio Gêngis quem a destruiu.
  Só espero que ninguém me destrua, ou pelo menos tente acabar com os restos do meu coração.
  Sorrir é muito fácil, pois é assim que uma garota nunca deixa transparecer que ela tem tristezas, desapontamentos, sonhos que foram menosprezados. E quando crescer, serei como uma rocha no leito do rio, suportando tudo sem se queixar. Uma mulher cuja juventude foi forjada pelas turbulências que se abateram sobre ela. E infelizmente muitas pessoas veriam isso nos meus olhos. Algo tão rijo e inabalável quanto um bloco de calcário. Algo que afinal, acabará sendo minha ruína !



   Eu sei, sou uma pessoa fria muitas vezes. Minha frieza é minha proteção. Mas tento, de todas as formas, fazer o que posso para não congelar o resto do mundo.'

2 Comentários:

Anônimo disse...

seus textos são lindos garota, voce esta de parabens mesmo !!!!!

Thainan Fernanda disse...

aaaah anonimo, muito obrigada !

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Liberte-se deixando fluir da mente e do coração...
Palavras que me acalmam.